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Zaraplast e Novo Decreto

Decreto 12.688/2025 redefine logística reversa e impulsiona mais inovação e sustentabilidade nas embalagens plásticas

Como integrante da cadeia, a Zaraplast aposta em tecnologias e circularidade para atender às novas exigências e fortalecer o setor nacional

Mesmo após alguns meses de sua publicação, em outubro de 2025, o Decreto nº 12.688 segue repercutindo de forma significativa no setor de embalagens plásticas. O tema voltou à pauta no início de 2026, especialmente diante da crescente atenção à sustentabilidade, à gestão responsável de resíduos e ao fortalecimento da economia circular no país.

Relembrar esse marco regulatório é essencial para compreender os avanços e os desafios que ele impõe à cadeia produtiva; e como empresas como a Zaraplast têm se posicionado para liderar essa transformação.

Publicado em 21 de outubro de 2025, o Decreto nº 12.688 inaugura uma nova etapa da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) ao disciplinar de forma detalhada a logística reversa de embalagens plásticas. A norma amplia o escopo para embalagens primárias, secundárias e terciárias, além de produtos plásticos equiparáveis como copos, pratos, talheres e canudos, e estabelece metas progressivas até 2040. Também reforça o princípio da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, exigindo que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes garantam o retorno e a destinação ambientalmente adequada das embalagens.

Entre os pontos centrais estão a reutilização e reciclabilidade técnica com embalagens que devem ser projetadas para reutilização ou reciclagem viável; conteúdo reciclado obrigatório que prevê índices crescentes de uso de resina reciclada (PCR) nas embalagens; integração com catadores, priorizando organizações de catadores de materiais recicláveis; e metas até 2040 que estabelecem índices crescentes de recuperação e reciclagem, com fiscalização e penalidades.

Flexibilidade que transforma resíduos em valor

As embalagens flexíveis estão entre os segmentos impactados pelo novo Decreto. A Zaraplast, fabricante nacional de embalagens flexíveis, trabalha com PCR (Post-Consumer Resin) e considera o Decreto positivo ao Brasil e para o setor de embalagens, por estimular inovação e fortalecer a economia circular. “É um avanço importante. Ele traz desafios, mas também oportunidades para o setor. Para nós, da Zaraplast, é positivo porque fortalece a cadeia nacional de embalagens plásticas e coloca o Brasil em sintonia com as práticas globais de circularidade”, menciona Eduardo Yugue, da Zaraplast.

A Zaraplast já alcança índices de inclusão de até 80% de PCR em filmes para aplicações agrícolas, e amplia a aplicação de reciclados em embalagens secundárias e terciárias além de utilizar também filme de PET e BOPP com PCR. Além disso, a Zaraplast é certificada ISCC+ e estando habilitada para a aplicação de resina reciclada pelo processo de reciclagem química trabalhando com parcerias estratégicas e fornecedores homologados para garantir qualidade de resinas, principalmente para incorporação em embalagem primária de alimentos, uma vez que está aprovado pela Anvisa. A Zaraplast também está utilizando PCR de PE e PP em embalagens não alimentícias, o que abre novas possibilidades de circularidade. Para avançar nesse Decreto, está aberta a projetos conjuntos e parcerias que promovam inovação e sustentabilidade.

Com capacidade tecnológica instalada, estruturas desenhadas para incorporação de PCR e parcerias para desenvolvimento de PCR com cada vez mais qualidade, a Zaraplast reforça seu compromisso em liderar a transição para embalagens mais sustentáveis e alinhadas às exigências da logística reversa. A empresa investe em tecnologias que auxiliam neste processo, como em extrusoras balão de até 9 camadas, por exemplo, que permitem incorporar PCR nas camadas interiores dos filmes, além de recicladoras de polipropileno e polietileno. Foca também no controle e rastreabilidade de matéria-prima e de produto acabado, e na disponibilidade e constância da qualidade no fornecimento de resinas PCR, principalmente durante testes e desenvolvimentos. Aposta em parcerias estratégicas, como a colaboração com a Yattó, e em reciclagem química avançada.

“Quando falamos em embalagens flexíveis pós-consumo, lidamos com estruturas complexas, misturas de polímeros e baixa disponibilidade de boa matéria-prima. Isso traz determinadas dificuldades, mas, por outro lado, existem tecnologias como a delaminação, destintamento (remoção da impressão), a separação mecanizada e extrusão com sistema de filtragem de alta performance, que já estão ajudando a melhorar a qualidade da resina PCR”, analisa Yugue.

De modo geral, apesar de algumas dúvidas e inquietações, o que se entende é que o Decreto nº 12.688/2025 representa um avanço regulatório que exige das empresas maior comprometimento com a sustentabilidade. Nesse sentido, a Zaraplast demonstra todo interesse em liderar a transição para embalagens flexíveis mais sustentáveis e alinhadas às exigências da logística reversa.